MAIS ANTIGO QUE O TEMPO
Cansado de circular pelo infinito,
Seus pés sangram.
Mas o ciclo deve ser fechado,
novamente,
novamente.
Seus murmúrios sempre sufocados,
e aquele cheiro forte de mofo e de decaimento.
Agora residindo nos escombros do seu buraco,
que já foi uma armadura, outrora.
Havia também asas, junto de uma companhia.
Escombros esses são refúgio e fardo,
Proteção e espinhos,
Linhagem e deficiência.
Morte inexistente!
O que resta é a consistência,
Junto a lapsos de conhecimento,
e o pesadelo.
E se ela voltasse?
Talvez os vícios diminuíram…
Mas o pior pode vir a tona,
Ela cairia em desespero….
É certo como a lua na noite.
Mas existe uma gota de lágrima,
Que vai sempre estar guardada,
Na ilusão do dia que ele rever
aquela menina de feições divinas.
Talvez isso tudo seja uma eterno devaneio,
Uma tormenta.
Talvez ele tenha se tornado louco.
Talvez ele esteja no inferno.